Afinamento capilar e idade

Mulher preocupada com o cabelo afinando
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P: Com que idade o cabelo da mulher começa a afinar?
 
R: O afinamento capilar é comum entre as mulheres, mas não existe uma idade exata para ele começar em todo mundo. Perder entre 50 e 100 fios por dia é totalmente normal e faz parte do ciclo natural de crescimento do cabelo. No entanto, essa queda diária do dia a dia é bem diferente de um processo de queda contínuo e de longo prazo.
 
Quando o afinamento começa e o quão visível ele fica vai depender de uma combinação de fatores: genética, idade, alterações hormonais, saúde geral, rotina de cuidados com os fios e nutrição. A queda de cabelo de origem genética nas mulheres pode dar os primeiros sinais ainda na adolescência ou no começo da vida adulta, mas costuma ficar bem mais perceptível na meia-idade; por volta dos 40, 50 ou 60 anos. A chance de passar por esse afinamento dos fios vai aumentando gradativamente com o passar do tempo, chegando a atingir de 40% a 50% das mulheres aos 70 anos. Esse quadro fica ainda mais frequente depois da menopausa, devido à queda nos níveis de estrogênio.
 

Afinamento hereditário

A forma mais comum de afinamento hereditário nas mulheres é chamada de calvície feminina ou alopecia androgenética feminina. Ela costuma causar um afinamento gradual e difuso bem no topo da cabeça e na coroa. Em muitos casos, faz com que a risca central do cabelo pareça cada vez mais larga, formando aquele padrão bem conhecido no meio profissional como "árvore de Natal". A linha frontal do cabelo costuma se manter preservada, embora o padrão possa variar de pessoa para pessoa.
 
A genética tem um papel decisivo nisso, sendo herdada tanto do lado materno quanto do paterno. Dar uma olhada no histórico de queda de cabelo de pais, avós, tios e irmãos pode te dar uma boa ideia do seu risco individual. Mesmo assim, o histórico familiar não consegue prever com exatidão com que idade o afinamento vai dar as caras, e algumas mulheres apresentam queda de cabelo mesmo sem ter parentes próximos com o problema.
 
Queda de cabelo feminina no padrão árvore de Natal
 

Avaliação e tratamento

Se você perceber que o afinamento continua acontecendo, o ideal é agendar uma consulta com um dermatologista ou com um especialista em saúde capilar para descobrir a causa exata e avaliar as melhores opções de tratamento. O uso de minoxidil tópico é uma das alternativas possíveis. Os resultados variam bastante de pessoa para pessoa, e ele funciona muito melhor para preservar e encorpar o cabelo que você já tem do que para recuperar os fios que já caíram definitivamente. Fazer uma avaliação logo no início ajuda a encontrar o tratamento certo antes que o quadro progrida.
 
Quedas repentinas ou excessivas podem ser desencadeadas por vários outros motivos que vão além da genética. Entre os gatilhos mais comuns estão disfunções na tireoide (tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo), falta de ferro ou anemia, perda de peso muito rápida, deficiências nutricionais, picos de estresse emocional, doenças graves, período de pós-parto e o uso de determinados medicamentos. Existe também outra causa bem frequente de queda que não tem nada a ver com a hereditariedade: a alopecia de tração. Esse problema acontece pelo hábito de puxar demais a raiz do cabelo em penteados muito apertados, como tranças, rabos de cavalo bem esticados ou alongamentos.
 
Uma das causas mais comuns para aquela queda intensa que surge de uma hora para outra é o eflúvio telógeno. Isso acontece quando uma grande quantidade de fios entra na fase de repouso (a fase telógena) ao mesmo tempo, fazendo com que o cabelo caia de forma bem perceptível cerca de dois a três meses após algum evento estressante. O eflúvio telógeno costuma ser um quadro temporário. Assim que a causa principal é tratada, a queda vai diminuindo aos poucos, mas ver o nascimento de novos fios pode levar de seis a doze meses, já que o cabelo cresce no ritmo dele, mais devagar.
 
Esta resposta tem caráter meramente informativo. Para ter um diagnóstico preciso ou orientação médica adequada, consulte sempre um profissional de saúde.
 
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